Como reduzir a inflamação da tatuagem: cuidados essenciais no pós-tattoo
Postado por Ana Clara Duarte em
A inflamação da tatuagem é um fenômeno normal, mas que pode escalar e envolver tratamento médico. Por isso, ela gera muita confusão.
O cenário de pele vermelha, quente e levemente inchada assim que você sai da sessão é normal e esperado. Essa é uma resposta fisiológica normal: o corpo reconheceu a lesão causada pela agulha e iniciou o seu processo de cura.
Com o passar dos dias, vai diminuindo e você não sente mais nada. Aí está o problema – se houver vermelhidão persistente, dor ao toque, sensação de calor constante, pus, entre outros sintomas, aí você está diante de uma complicação que exige tratamento.
Neste guia, você verá o que é esperado, quando deve ligar o alerta e o que fazer para reduzir a inflamação e garantir uma boa cicatrização.
A inflamação da tatuagem faz parte da cicatrização
Do ponto de vista biológico, uma tatuagem é uma lesão intencional e controlada. A agulha perfura a epiderme, deposita tinta na derme e o organismo responde a isso da mesma forma que responderia a qualquer lesão: ativando o processo inflamatório.
Esse processo aumenta o fluxo sanguíneo para a região, mobiliza células de defesa e inicia a cadeia de eventos que resulta em cicatrização. Vermelhidão, calor, inchaço leve e sensibilidade local são manifestações normais disso.
A intensidade varia conforme o tamanho da tatuagem, a região do corpo e a resposta individual. Tatuagens maiores ou feitas em áreas com pele mais fina tendem a provocar uma reação inicial mais intensa, e isso não indica problema. O que importa é a evolução: se a inflamação normal diminui progressivamente nos primeiros dias, não aumenta.
Como identificar se a inflamação é normal ou não?
Nas primeiras 24 a 48 horas, é normal a área estar vermelha, levemente inchada, quente e com uma leve secreção de tinta misturada com plasma. Na primeira semana a pele começa a descamar, e na segunda a maior parte da inflamação visível já terá ido embora.
Os sinais de alerta são outros:
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Vermelhidão que aumenta ou se espalha além da área tatuada;
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Dor crescente;
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Inchaço que piora em vez de melhorar;
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Presença de pus;
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Febre ou mal-estar geral.
Esses sinais indicam infecção e precisam de avaliação médica. Não adianta tentar resolver com produtos tópicos sem diagnóstico. É o agente causador, bacteriano, fúngico ou viral, determina o tratamento. Se tiver febre ou mal-estar, o atendimento deve ser imediato.
Como reduzir a inflamação da tatuagem
A inflamação normal não precisa de tratamento, mas sim de manejo. O objetivo é criar as condições certas para a pele cicatrizar sem interferências que aumentem a resposta inflamatória ou abram caminho para infecção.
A limpeza é o cuidado mais importante e o mais fácil de errar. Lave sempre com água morna e sabonete neutro, sem perfume e sem álcool, usando as pontas dos dedos em movimentos suaves. Sem esfregar e sem pressionar.
Depois, seque com papel toalha limpo, só pressionando para absorver a umidade. A toalha de tecido acumula bactérias e fica fora da jogada durante a cicatrização. A frequência ideal é de duas a três vezes por dia, porque lavar demais resseca e lavar de menos favorece acúmulo de secreção.
A hidratação vem logo em seguida. Manter a pele hidratada reduz a coceira da descamação e preserva a barreira cutânea, que é a primeira linha de defesa contra microrganismos. Aplique o produto em camada fina após a limpeza, pois em excesso cria uma película que impede a pele de respirar e favorece bactérias.
Os produtos da linha NEOskin foram desenvolvidos especificamente para essa fase, com ativos compatíveis com o processo de cicatrização.
O que evitar durante a cicatrização?
Alguns comportamentos são responsáveis pela maioria das complicações pós-tatuagem e precisam ser evitados durante o processo de cicatrização.
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Sol: os raios UV provocam inflamação adicional na pele já comprometida, podem causar queimadura sobre a área tatuada e interferem diretamente na pigmentação, fazendo a tinta desbotar antes mesmo de a cicatrização terminar.
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Banhos de imersão: a imersão prolonga o contato da pele com água e com os microrganismos presentes nesses ambientes. A piscina tem cloro, que irrita a pele em cicatrização, o mar tem sal e bactérias, banheiras e ofurôs concentram umidade por tempo prolongado;
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Roupas apertadas sobre a área: tecidos que comprimem a tatuagem criam atrito constante, aumentam a irritação local e podem remover as casquinhas que ainda não estão prontas para cair. Prefira tecidos soltos de algodão sobre a área tatuada
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Coçar e arrancar casquinha: tatuagem nova coça muito, mas fazer isso introduz bactérias das mãos na área, abre a pele que estava cicatrizando e pode remover tinta junto com a casquinha;
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Alimentação de má qualidade: evite alimentos ultraprocessados e ricos em gordura saturada. Prefira sempre alimentação saudável, rica em vitaminas e proteínas de qualidade;
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Bons hábitos: beba água para se hidratar de dentro para fora e durma bem, pois esse descanso favorece o processo de recuperação do corpo.
E se for alergia?
A reação alérgica tem sintomas que se parecem com uma inflamação normal, mas a dinâmica é diferente. Enquanto a inflamação da cicatrização diminui progressivamente, a alergia persiste, aumenta ou aparece em momentos inesperados, às vezes semanas ou meses depois da sessão.
Os sintomas mais característicos são:
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Coceira intensa e persistente;
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Vermelhidão;
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Descamações localizadas exatamente sobre determinada cor de tinta.
A tinta vermelha é historicamente a mais associada a reações alérgicas, mas qualquer cor pode provocar reação em pessoas sensíveis.
O diagnóstico deve ser feito por um médico dermatologista. Se perceber os sinais, procure atendimento especializado.
Cuide bem da sua tattoo!
A inflamação da tatuagem pode ser controlada com cuidados simples e constantes. Pode parecer muita coisa no início, mas limpe bem a sua pele, hidrate com os produtos certos, proteja do sol e respeite o processo de cicatrização do seu corpo.
Fazendo isso, a maioria das tatuagens cicatriza sem complicações. Mas, caso algo fuja do padrão, não hesite em entrar em contato com o seu tatuador e em buscar atendimento médico especializado.